A Imitação Do Amanhecer - Bruno Tolentino
Sobre o livro
A Imitação do Amanhecer é uma obra-prima vencedora do Prêmio Jabuti — um épico lírico em forma de sonetos sobre amor, tempo e a tentativa da arte de aprisionar o que é efêmero.
Composta por 538 sonetos que funcionam como estações de uma grande narrativa, a obra ergue-se como monumento de uma memória amorosa — cristalizações de instantes salvos do esquecimento. Dividido em três grandes movimentos — "As epifanias", "As antífonas" e "Os noturnos" —, o livro explora a dolorosa tensão entre o efêmero e o eterno.
O eu lírico relata a experiência de um amor da juventude vivido em Alexandria, cujas memórias e o próprio corpo do amado são refratados e embalsamados após a morte, numa tentativa da arte de aprisionar o tempo. Nessa jornada metafísica, a voz poética parte da "tentação do sistema" — o desejo de submeter a realidade à abstração e à perfeição marmórea — para finalmente aceitar a transcendência, a morte e a realidade concreta.
Com arquitetura sinfônica, rigor formal e forte veio metafísico, Tolentino dialoga com Cavafy, Dante, Yeats, Goethe e Proust, criando uma obra que conversa não apenas com a poesia, mas com a música e a filosofia.
O que você recebe no box
✔ Livro A Imitação do Amanhecer em capa dura, com aparato crítico
✔ Revista Sombra nº 6 — edição especial dedicada a Bruno Tolentino
✔ Mapa em PDF: A literatura contemporânea no Brasil
Sobre o autor
Bruno Tolentino (Rio de Janeiro, 1940 — São Paulo, 2007) é um dos maiores e mais eruditos poetas da literatura brasileira contemporânea.
Viveu grande parte da vida no exterior, entre meados dos anos 1960 e o início dos anos 1990. Ensinou literatura em Oxford e Bristol, atuou como tradutor-intérprete na Comunidade Econômica Europeia e retornou ao Brasil em sua fase de maturidade artística.
Dono de vasta erudição e profundo conhecimento da tradição ocidental, foi vencedor de três prêmios Jabuti — incluindo o prêmio póstumo por A Imitação do Amanhecer, agora reeditada com aparato crítico para facilitar o acesso à vasta tradição poética que a obra dialoga.